sábado, 23 de janeiro de 2010

Espetinho do Victoria Center

Quem mora na Barra conhece o Espetinho, localizado no Posto ao lado do Victoria Center. Estrategicamente bem localizado, o estabelecimento é um fenômeno de público e está sempre cheio.

"Espetos e Crepes" é a placa que se vê em destaque e a comida servida condiz com o preço cobrado. O chopp é bem tirado e a comida servida em pratinhos plásticos. Os talheres de plástico atrapalham na hora de comer o crepe e você corre o risco de engolir os dentes do garfo, que é muito frágil.

O serviço deixa a desejar. Em dia de movimento é muito difícil conseguir a atenção dos atententes, os pedidos demoram, o chopp já chega tépido na mesa.

Na minha mesa não foi diferente. Para conseguir o primeiro chopp, pedimos 3 vezes, perdemos a paciência de verdade. Até que alguém levantou, quase pegou o garçon pela orelha e levou para o bar para que ele trouxesse o nosso pedido. Tomei este unico chopp e fomos embora.

Para finalizar, as mesas são distribuidas até perto das bombas de gasolina. Mesmo com aquele cheiro fortíssimo, vi gente fumando praticamente ao lado de uma das bombas. Meio arriscado, não acham?

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Cruzeiros Marítimos

Quem estiver interessado em trabalhar em cruzeiros marítimos, acessem http://www.infinitybrazil.com.br/ e façam seus cadastros.

As entrevistas começam na primeira semana de fevereiro, portanto, corram.

Me inscrevi e já fui selecionado para entrevista. Espero cair pelo mundo em breve, que esta é minha cara.

Boa sorte para todos que forem selecionados.

Abraço

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Escola de Hospitalidade

Não sei quem viu os comentários que Nizan Guanaes fez a respeito de Salvador.

O que ele falou sobre Bel Marques, não concordo, mas assino embaixo no que diz respeito à falta de preparo da cidade que se diz turística.

A orla continua horrorosa, um favelão mesmo. Quem vai para a praia do porto, parece que está num aterro sanitário, tudo imundo, sujeira para tudo que é lado, uma porcaria.

Quem viu o Fantástico no último domingo ficou sabendo que os soteropolitanos são os mais mal educados do Brasil, conseguimos ter o título das ruas mais sujas. Que coisa feia!

Isto que vou dizer não saiu na mídia, mas todo mundo sabe que os serviços aqui são horrorosos, não é raro ser mal atendido, mal tratado nos hotéis/bares/restaurantes da cidade. Salvo raras exceções.

Por incrível que pareça a maioria dos turistas sai daqui amando a nossa cidade, mesmo reclamando dos serviço, pois nosso povo é diferenciado. Potencial nós temos.

Tá na hora de um hotel escola de nível internacional chegar por aqui, tipo um Escoffier, Institute Paul Bocuse, Le Cordon Bleu, quem sabe até um Allain Ducasse. Para levantar a poeira, ensinar os baianos a servirem bem os seus turistas e os locais também. E renovar as escolas de hotelaria já há muito tempo ultrapassadas daqui, criar um pouco de copetição.

Levanta a poeira que o futuro é AGORA!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010



Linda foto tirada pelo competentíssimo fotógrafo gastronômico Mário Jorge Marques.

Preparei este prato e mais outros 15 para as fotos do Carpaccio - o Gourmet Express.

Em destaque, costelinha suína assada ao glazè de molho barbecue acompanhado de batata recheada assada.

Delícia. Só indo no Shopping Salvador para aproveitar!

Quem quiser curtir as outras fotos, acessem o blog do Mário!

http://gastronomiaemfoco.blogspot.com/2009/12/carpaccio-o-gourmet-express.html?showComment=1263290467266_AIe9_BG3_E9_vW9qSfvVWslMphNS0tLPmuHvbVbvfgnmmKL1t_6kfkb36IAn6G-Gn_Z_45VA5ZSLftNRDstdhqJbFTR7KurW8gY1kfCbm9zES-YMnnCCqmXokjEeJeKZdckIc7m893GS46va_V0QszzhaAIsC75roY_snN6v7B_C5_huPaFEmr2NZLr01_wov3aQFBHd-gF5qFfUgHjjQtJsAl4efLwHsvSSqzifQTvNpTGNx67LEw2mDHFiPAbDcf8mS2BWYRfo#c5850189657929495718

http://www.mariojorgemarques.com/

Sabores da infância

Nestes poucos anos trabalhando em cozinhas, descobri que é difícil agradar um cliente. Imagine a todos?

Quando uma pessoa entra pela porta de um restaurante, traz consigo expectativas, angústias, todo tipo de sentimentos. Tem gente que briga com a mulher em casa, recebe bronca do patrão, descobre que a conta bancária tá no vermelho e aí, no final do dia, vai para o restaurante. Não que isto irá resolver algum dos problemas, mas é existe algo mágico no que diz respeito ao ato de comer e beber. Deve ter algo a ver com o gostinho da comida da mãe ou da vó e aquela sensação boa que dá (na maioria das vezes) quando isto é lembrado. Todo mundo tem uma comida que a mãe e a vó fazia e que ninguém consegue fazer igual.

Ah, os sabores da minha infância... Que delícia é pensar nas comidinhas que me esbaldava e que tanto me adorava. Isto me acalma, só em pensar!

Então, entra o cliente insatisfeito com a vida entra no restaurante. O chef não sabe disto, nem o maitre, muito menos o garçon. Hipoteticamente o serviço é eficaz e o o cliente é bem atendido e bem servido. Se o chef conseguir agradar, provavelmente é porque seu tempero conseguiu mexer com a memória, fazer lembrar um pouco do passado e lembrar daquele tempero da mãe. Isto serve como um senhor calmante. Mesmo assim, isto é muito difícil.

O chef que consegue mexer com estes sentimentos mais antigos, na minha modesta opinião, é um grande chef. Um dos grandes elogios que eu posso receber é: "humm... está como o da minha vó/mãe.". É a medalha de ouro das cozinhas.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Ardem-me os olhos

Ardem-me os olhos. Cansados, hipermétropes e pasmos das visões que mal foram assimiladas. Olhos caídos, vermelhos de lágrimas sem cor, assustados pela contemplação do que nem ainda foi enxergado.

Dada a alma de artista, da dor e da alegria, faz-se inspiração. Os agente provocadores de sentimentos permeiam entre o real e o não real. Entre o passado, o presente e o futuro. Do passado, nada se muda. O presente, mal se controla. Do futuro, ninguém se salva.

Ardem-me os olhos, de ver o que não pode ser visto. Melhor, de ver o que só eu posso ver, da maneira que vejo. E sinto. Sentimentos reais de um futuro incerto.

E, assim, gozando e sofrendo pelo que nem sei se será, sigo. Sei que, torça o nariz quem queira, arte corre na minha veia. Sigo enxergando o que a maioria não enxerga. E rio e sofro. Pelo real e pelo não real, pelo que é e pelo que talvez nunca será.

Ardem-me os olhos.


Obs: Inspirado em conversa com grande poeta baiano João Campos.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Curtas

Como é ruim o serviço prestado por muitos bares e restaurantes de Salvador. Pastel que demora uma hora para chegar na mesa, chopp quente, cerveja que acaba duas vezes, garçons totalmente perdidos, claramente despreparados e destreinados. Os donos não devem estar nem aí, pois este restaurante só vive cheio nos fim de semana. Muita gente jura que não volta, mas acaba voltando. Seria falta de opção?


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Tenho conversado com alguns alunos de Gastronomia da UFBA, que tecem elogios ao curso e aos professores. Claro que a universidade tem os seus problemas. Entretanto, sabemos que muitos bons gastrônomos serão formados pela instituição, o que é maravilhoso para cena gastronômica da cidade.

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Outro curso de gastronomia muito esperado é da Unifacs. Espero mesmo que seja bom, pois a cidade só tem a ganhar.

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Muito empresário afunda o nome da nossa gastronomia. Abrem qualquer carniça, oferecem um péssimo serviço e comida meia boca. Não quero dar aqui de idealista, mas tem muito restaurante ruim porque o dono não seleciona os empregados, não dão treinamento, pagam um salário horroroso. O que o empregado faz??? Faz besteira, trata mal o cliente. A culpa é do empresariado mesmo, que na maioria das vezes não fazem a mínima idéia do que estão fazendo.
Aí, na sexta feira à noite, quando "bomba" a casa, tudo dá errado.


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Descubram o Rio Vermelho, tem muito o que ser explorado ali. Tem muita gente que tira onda de careta, mas ali é o bairro que sintetiza bem demais a mistura que é a nossa cidade. A vida noturna ferve, gente de todo tipo andando pra lá e para cá. Tudo isto com opções variadas da gastronomia da cidade, desde delícias da nossa terra, até o refino de restaurantes bem conceituados. Valorizem o que é da nossa cidade. Todos os caminhos levam ao Rio Vermelho.